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Tipos de Portal: 3 Aspectos para Levar em Consideração.

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Com todo o foco hoje na transformação digital e mobile first, os portais podem tornar-se comuns . No entanto, muitos tipos desta tecnologia desempenham um papel incrivelmente importante na mudança para a cultura digital. Se você está envolvido em uma iniciativa de transformação digital, vale a pena conferir como portais podem ajudar neste processo.

O que Define um Portal?

Em termos gerais, um portal é uma plataforma baseada na web que coleta informações de fontes distintas e as reúnem em uma única interface de usuário.

Pense na última vez que você fez login em sua conta bancária online. Uma combinação de nome de usuário e senha direcionou você a uma página onde você tem acesso a uma série de serviços, como pagar contas, atualizar informações pessoais e acessar opções de autoatendimento. Este é um exemplo típico de um portal moderno.

Tradicionalmente, o mercado adota 2 principais segmentações para portais, podendo esses serem considerados verticais (com uso específico para um determinado público) ou horizontais (com uso comum a diversas indústrias). Você pode tentar rapidamente aprofundar-se nessas 2 categorias mas, logo irá compreender a complexidade de diferenciar casos de uso similares (knowledge portal versus portal de funcionários versus intranet). Estas categorias são relevantes, mas se você está tentando aprender como os portais podem ajudar sua organização, o ideal seria começar o projeto examinando três aspectos: Conteúdo, Acesso e Formato.

Conteúdo: Público & Demanda

Portais personalizam o conteúdo considerando sua audiência e seu uso. Em outras palavras, eles precisam saber quem está usando e o que precisam fazer.

Geralmente, quanto mais específico o seu público, mais específico serão os serviços que deverão ser fornecidos. Por exemplo, pense na diferença entre um portal de pacientes e um de estudantes. Ambos são verticais, visando um público bastante singular. Os 2 exemplos a seguir demonstram o impacto que cada um tem sobre o tipo de conteúdo oferecido.

O portal MedImpact conta com ferramentas relacionadas aos cuidados com a saúde, como ferramenta de comparação de preços de medicamentos, localizador de farmácias e dicas para a saúde.

 

O portal estudantil da Capella University inclui inscrição em cursos, atualizações de classificação de turma e uma maneira de entrar em contato com colegas de classe, ou seja,  todos os recursos que você espera apenas no contexto de um portal de estudantes.

Agora, se o portal MedImpact fosse apenas para pacientes com doença cardíaca, o conteúdo e os serviços oferecidos na página inicial poderiam ser ainda mais específicos.

Por outro lado, se a Capella University criar um portal para todos os estudantes dos EUA que estão se preparando para entrar na universidade pela primeira vez, o painel poderá mudar para oferecer informações sobre programas de bolsas nacionais, links para escolas inscrições em comum ou lista das melhores universidades com programas mais acessíveis.

O conteúdo que você oferece no seu portal depende do seu público e serviços que eles esperam encontrar. No entanto, no back-end, não há muita diferença entre projetar para um público amplo ou um público limitado. Para isso, precisamos entender as próximas seções: Acesso e Formato.

Perguntas a serem feitas sobre o conteúdo:

  • Qual público será atendido?
  • O que eles precisam fazer?
  • O que mais beneficiaria sua organização: projetar para uma ampla audiência ou criar uma experiência altamente personalizada para um tipo de usuário?

Acesso: Externo vs. Interno

Embora os portais geralmente exigem um login, eles ainda podem ser internos ou externos. Um portal de funcionários pode mostrar uma página de acesso para usuários anônimos, enquanto um de clientes pode exibir quase todo o site e pedir aos usuários que realizem login apenas para determinados recursos, como realizar uma compra.

O acesso é uma consideração importante, pelo impacto gerado na quantidade de trabalho que  será necessário para projetar e manter seu portal. Considere os diferentes aspectos no desenvolvimento de um site de varejo público que incorpora um portal de clientes, em comparação a um de autoatendimento que requer login.

  • Um varejista de roupas, que exige uma conta para realizar uma compra, deve focar em:
    • integrar recursos específicos do usuário sem alterar drasticamente a interface do usuário no site
    • fazer a transição do usuário anônimo para o logado de maneira harmoniosa
    • ocultar informações importantes/sensíveis de usuários anônimos
    • gerenciar a fidelização de clientes
    • integração SSO (iniciar sessão  através do Facebook ou outras plataformas)
    • integração com ferramentas de engajamento para rastrear o comportamento do usuário
  • Um portal interno de autoatendimento de clientes tem mais controle sobre quem o acessou, pois exige que todos os usuários façam o login. Assim, os esforços deverão se concentrar em:
    • navegação fácil entre conteúdos
    • pesquisa rápida e eficaz
    • atualizações em pedidos pendentes, como o acompanhamento de envio ou devolução
    • integração às operações de call center e disponibilização de recursos click-to-call ou  click-to-chat
    • chatbots para lidar com consultas simples

Pode-se argumentar que estes são o mesmo tipo de portal (portais verticais projetados para clientes de varejo), mas eles têm propósitos muito diferentes e poderiam existir facilmente lado a lado dentro de uma única empresa.

Perguntas a serem feitas sobre o acesso:

  • Quem precisa acessar o site e qual o nível de segurança necessário?
  • Quais funcionalidades e permissões precisa-se criar para manter este site?
  • Que tipo de experiência oferecer aos usuários anônimos?
  • O site tem valor suficiente para convencer as pessoas a criarem uma conta?

Formato: Gateway vs. Dashboard

A última grande área a considerar é a forma que o seu portal vai ter. O que um usuário típico vê ao logar pela primeira vez? 

Os dois formatos mais comuns são gateway ou dashboard. Ambos fornecem informações personalizadas, mas o design de gateway geralmente possui um portlet padrão, com conteúdo que atualiza dinamicamente dentro dos aplicativos. Esses são mais fáceis de desenvolver e não exigem muita manutenção.

 
 

A página inicial do Grants.gov é um exemplo sólido de um portal gateway. Ele reúne uma série de informações de diferentes sistemas e programas, mas o layout é bastante simples. Podemos ver uma seção para News (o banner da imagem acima), Updates e Open Grant Opportunities. O conteúdo de cada seção pode ser alterado manualmente ou através de uma ferramenta de segmentação de audiência, mas, no geral,  cada seção é uma porta de entrada para informações mais detalhadas.

Dashboards, por outro lado, podem ser considerados altamente customizáveis. Além do usuário visualizar conteúdos diferenciados, eles também contam com aplicações ou serviços personalizados que mudam dependendo das suas responsabilidades na empresa e do trabalho a ser feito.

 
 

A Unisys conta com o VantagePoint, um dashboard corporativo que utiliza um layout de quadros para oferecer aos usuários corporativos informações sobre os sistemas que eles geralmente precisam acessar. Os seis portlets dentro deste painel estão fazendo mais do que exibir um fluxo de conteúdo ou uma lista de links úteis. Cada um está agregando dados de sistemas e fazendo recomendações para as próximas etapas que precisam ser tomadas para resolver problemas potenciais. A forma deste portal é mais baseada no trabalho do que no conteúdo e visa ajudar o usuário a sair do problema "Este sistema está quebrado" para "Aqui está o motivo" em segundos. Os principais portlets utilizados podem mudar diariamente, de modo que os painéis possam exigir uma integração e uma atenção mais recorrentes devido às  necessidades de seus usuários.

Perguntas a serem feitas sobre o formato:

  • Os usuários estão focados em encontrar informações ou realizar alguma atividade?
  • O time de desenvolvimento consegue lidar com atualizações frequentes?
  • Quantos sistemas os usuários precisam ter acesso desde a primeira página?

Portais Tornam a Transformação Digital mais Fácil

A transformação digital requer mudanças significativas em modelos de negócio e na cultura corporativa, exigindo mudanças na forma como pensamos sobre os diferentes tipos de software. Os portais continuaram a evoluir nos últimos dez anos, mas sempre foram definidos por uma prioridade principal: oferecer uma experiência personalizada que apenas apresente o que é relevante para o usuário final. Com a crescente ênfase na experiência do cliente, os portais continuam a ser parte fundamental de qualquer estratégia de transformação digital, não importa qual seja o aspecto do projeto final.

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Originally published
26 January 2018
 last updated
21 January 2022
Topics:
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