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Jornadas de liderança: Entrevista com Leyla Ferreira, Gerente de RH
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Jornadas de liderança: Entrevista com Leyla Ferreira, Gerente de RH

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Na Liferay, podemos dizer que uma coisa é certa: cada jornada profissional é única. Você pode topar com alguém que migrou dos bisturis para os códigos, alguém que iniciou sua carreira como pessoa estagiária e hoje ocupa uma posição senior ou até mesmo alguém que decidiu trocar o universo mágico da Disney pela magia dos softwares open-source

Dá para perceber que histórias incríveis e únicas não faltam. E, hoje, vamos conhecer a história de alguém que foi uma das primeiras pessoas estagiárias da Liferay no Brasil, mais de 10 anos atrás e, atualmente, é Gerente de Recursos Humanos (RH) na América Latina.

Nessa entrevista para o blog, Leyla Ferreira compartilhou sua trajetória de desenvolvimento profissional, seus aprendizados, dicas de carreira, desafios, e como tudo isso culminou na sua jornada de autoconhecimento.
 

Leyla, como você conheceu a Liferay?

Eu fazia um curso técnico de administração e, em 2012, estava buscando um estágio. Conheci a Liferay através de uma plataforma de estágios. Me inscrevi e fui para uma entrevista com dois colaboradores da época – um estagiário e um gerente comercial. Só que tudo o que eles perguntavam, eu não sabia muito, mas falei para eles: “Olha, a única coisa que eu sei é que eu aprendo muito rápido. Esses conhecimentos aí que vocês estão me perguntando, eu realmente não tenho, mas eu aprendo. Então, se vocês me derem uma oportunidade, vocês não vão se arrepender”. 
 

Como você soube que passou no processo seletivo e como foi o seu primeiro dia?

Eu soube numa sexta-feira que tinha passado e já começaria numa segunda. Na época, eu era super tímida. Hoje eu até falo bastante, mas na época, não.  Cheguei lá e só tinham meninos, eu era a única menina. Eles ficavam conversando e eu ficava calada. Na minha cabeça, eu achava que uma empresa era um ambiente muito sério. 
 

Qual função você começou desempenhando?

A empresa só tinha dois anos no Brasil e eu trabalhava na área administrativa, no RH e até no marketing. Na época, a gente já tinha um fornecedor que cuidava da parte do departamento pessoal e eu sempre fui muito curiosa, comecei a querer entender melhor essa área em específico e fui estudar. Busquei cursos profissionalizantes, vi coisas na internet. Depois de um tempo, eu entendi que eu estava ali com uma página em branco e que eu poderia construir qualquer coisa em cima disso. Antes, nos outros trabalhos, as pessoas me davam as páginas todas escritas e eu tinha que me adaptar. Eu gostei muito mais dessa página em branco porque vi que tudo dependeria de mim. Eu precisaria estudar, questionar, construir coisas e compartilhar com o time. Todos me apoiavam muito.
 

E como você se desenvolveu na área de departamento pessoal?

Eu entrei em 2012 e, em agosto de 2013, eu fui efetivada. Fiquei até 2017 no departamento [pessoal], organizando as coisas. Depois, passei a atuar na parte de RH fazendo recrutamento. Eu fui crescendo, me tornei analista, e  fui convidada por Fernando Areias, hoje nosso Chief Operating Officer (COO), para ser coordenadora. Ele me apoiou bastante, continuei estudando e, mesmo quando duvidava de mim mesma, ele me dava força. Fui convidada para fazer a parte estratégica de RH e tudo mudou completamente porque antes eu fazia a parte mais processual e burocrática da área. Eu fui trabalhar com a parte de aquisição de talentos e desenvolvimento – tudo isso voltado para a jornada do colaborador dentro da empresa. 
 

Você começou tudo do zero?

Foi do zero. Fui pesquisar bastante, porque [essa área] é muito mais voltada para o contexto humano. Comecei a estudar, fiz vários cursos de inteligência emocional e comportamento humano, a empresa buscava construir uma cultura e eu ia ser parte dessa construção. Estudei também design thinking para desenvolvimento de projetos… Foi uma época de muito estudo. 
 

E quais foram os passos seguintes na sua carreira?  

Eu contratei duas pessoas para começar uma nova temporada focada em cultura, engajamento e recrutamento, e fomos construindo as coisas juntas. Meu modelo de gestão sempre foi colaborativo, sempre gostei de ouvir questionamentos porque sempre vi isso como uma maneira de me desenvolver. E, de fato, aprendo todo dia com o time. Uma coisa que Fernando me disse uma vez foi: “Leylinha, sempre contrate alguém que é melhor do que você” e o mercado não vendia isso, o mercado sempre vendia que, se você contratasse alguém melhor do que você, essa pessoa ia roubar o seu lugar. 
 

Como foi essa experiência de construir um time? 

Eu sempre gostei de contratar pessoas diferentes. Quando você olha para a cultura de uma empresa, contratar pessoas iguais não funciona. E diferentes eu falo: de contexto social, de forma de pensar, de background. Então, cada um do meu time é literalmente único. Também busquei formar líderes internos para assumir novos desafios, ajudando cada pessoa a andar com as próprias pernas. A gente foi desenvolvendo o time e a empresa foi crescendo e eu sempre continuei estudando. 
 

Qual dica de carreira você daria para quem está no caminho do desenvolvimento profissional?

Acho que o ponto mais desafiador é manter, com tanta distração, os olhos lá na frente. É importante você saber onde você quer chegar, mas não chegar de qualquer jeito. Eu nunca quis chegar onde eu estou hoje sendo mediana, passando por cima das pessoas ou não crescendo as pessoas que estão comigo. Naturalmente, eu fui crescendo e trazendo pessoas comigo. Queria dizer que, nessa jornada, aconteceu de tudo. Não foram só momentos de alegrias, houve momentos de estresse, de ansiedade, de não me sentir capaz e achar que eu não ia dar conta, mas também tive muita força de vontade de vencer os medos. 
 

E, no meio de tudo isso, como foi sua jornada de autoconhecimento?

Eu sempre busquei entender o que eu estava sentindo. Quando eu comecei a fazer terapia, descobri novas coisas sobre mim. Fui entendendo que fazer um esforço descomunal para atingir um objetivo não precisa ser algo normal. Com o tempo, fui ficando mais ativa em outras áreas da minha vida, o que me permitiu até ressignificar o meu próprio trabalho. Agora eu tenho o tempo do trabalho e ele não é o tempo da minha vida inteira. Hoje eu me sinto bem realizada, me sinto feliz com o que estou fazendo. Isso não significa que eu não estou passando por alguma tribulação ou estresse, não, não é sobre isso. É algo muito mais interno, algo de se sentir bem, independente de como as circunstâncias estão. Hoje, eu me sinto leve e percebo como todo o apoio que tive na minha carreira aqui na Liferay também contribuiu para isso.
 

Pubblicato in origine
5 maggio 2023
ultimo aggiornamento
8 maggio 2023
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